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	Comentários sobre: O jogo das sombras	</title>
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		<title>
		Por: Maria		</title>
		<link>https://institutoyoskhaz.com/manuscritos-ii/o-jogo-das-sombras/#comment-623</link>

		<dc:creator><![CDATA[Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2020 23:15:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gratidão por este texto!]]></description>
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		<title>
		Por: Christina Mariz de Lyra Caravello		</title>
		<link>https://institutoyoskhaz.com/manuscritos-ii/o-jogo-das-sombras/#comment-622</link>

		<dc:creator><![CDATA[Christina Mariz de Lyra Caravello]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jun 2016 18:48:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tenho uma prima que é também minha amiga, mas tenho que admitir que ela tem um pavio muito, muito curto...
Seu filho único conheceu uma moça que era tão amorosa com ele, tão apaixonada que ele foi envolvido por esse sentimento e, em menos de um ano, quis casar. Ela estava fazendo um curso aqui no Rio, mas na verdade, morava  em Aracaju. Já namoravam há oito meses quando o curso terminou e ela teve que retornar a sua cidade. Fui apresentada a ela quando estava na casa de minha prima e ela foi se despedir e, pelo que parecia, o amor estava no ar.
Enfim, como ficava difícil namorar à distância, ele foi com ela para conhecer a família e pedi-la em casamento. Ficou lá um mês , num hotel, ultimando os preparativos.
Sua mãe também passou dez dias lá para ajudar nos preparativos e conhecer os pais dela. 
Quando voltou, não estava muito convencida de que deveriam se casar com tão pouco tempo de conhecimento, principalmente porque o filho, que estava sem emprego no Rio, teria que tentar arrumar, com urgência, um lá, onde não conhecia ninguém. Como seu curriculo era muito bom conseguiu  um cargo de gerente numa  firma  de materiais de construção. O salário não era lá essas coisas, mas como seu sogro cedeu uma pequena casa que alugava nos arredores da cidade, era menos uma despesa. Minha prima não estava satisfeita com o rumo que as coisas iam tomando.
Casaram-se numa cerimônia simples e, como não daria para viajar em lua de mel e ela, a esposa, ainda não havia conseguido um emprego, iniciaram a rotina do dia a dia de casados.

Sempre que retornava de sua visita mensal, que passara a fazer,  minha prima desabafava comigo. Não estava gostando da atitude de sua nora. Ela estava insatisfeita por ainda não estar trabalhando e descontava no marido. Explodia por coisas mínimas, sem a menor importância. A vontade que ela tinha era de se intrometer porque reparava que o filho sofria mas ficava calado. 
Conhecendo minha prima, como eu conhecia, imaginei o esforço que estava fazendo para 
não interferir.

“Quase sempre o jogo das sombras começa com um motivo fútil, um breve comentário ou uma atitude impensada do outro em relação a nós. As sombras do egoísmo, do orgulho ou da vaidade, a depender do caso, despertam para nos alertar que o ego foi maculado e nos transforma em suposta vítima. Elas, as sombras, aumentam a grandeza da suposta agressão, acrescentam fermento à ofensa para que a raiva cresça dentro da gente até transbordar em ressentimento. A resposta acaba por ser desproporcional e desnecessária, pois visa, principalmente, ferir o sentimento do outro em igual ou maior intensidade do que a mágoa que sentimos”.

Sentia que ela estava prestes a estourar. Mas o destino interferiu.  Ela contou que os três estavam em casa aguardando os pais dela para almoçarem fora. A nora estava digitando um relatório para apresentar numa empresa na qual estava se candidatando a uma vaga. Como mãe e filho estavam na sala fazendo palavras cruzadas, a toda hora ela chamava o marido para ajudar em alguma dúvida. Numa das vezes, pediu a sogra que estava se dirigindo a cozinha para chamar o marido. Como ele demorou um pouco  ela surtou, agredindo verbalmente a ele e a sogra, num desabafo absolutamente surreal. E saiu de casa, dizendo que ia até a casa dos pais... que não ia almoçar com ninguém, e por aí foi. Nem lembro de tudo que ela contou. 
Lembro que ela teve que fazer um esforço enorme para não devolver na mesma moeda. Mas, de repente, sentiu que a nora deveria estar com algum distúrbio e que precisava se tratar.
E foi o que falou com os pais quando chegaram para almoçar fora e encontraram aquele clima.

“O pior é teimarmos em culpar os outros ou a vida por tamanha infelicidade, sem perceber a responsabilidade e as consequências das escolhas que fazemos. Basta entender que para encerrar o sofrimento basta apenas modificar a maneira como reagimos a tudo o que nos incomoda. Eis a chave da prisão. &quot;
          
Foi um processo demorado convencer os pais dela que ela precisava procurar um especialista.  Muitos atritos ainda aconteceram com os pais, com o filho de minha prima e com ela também, todas as vezes que ia visitá-los. Até o dia em que o marido não aguentou mais. Depois de um dos muitos surtos da mulher, comunicou que estava saindo de casa, saindo do casamento, saindo da vida dela. 
Ela ficou desesperada. E foi procurar um médico. Depois de vários exames, o diagnóstico final acusou que tinha um distúrbio que, por falta de hormônios ligados ao prazer e a alegria, ela surtava.
O casamento acabou. O filho de minha prima ainda ficou morando dois anos lá e depois retornou para a casa da mãe.
Como testemunha que fui, sei que minha prima precisou de muito auto-controle, muito jogo de cintura e de ter que engolir muitos girinos (como ela sempre diz),  modificando sua forma de reagir aos acontecimentos. Foi uma batalha pessoal.

“Perceba que neste caso não se trata de um conflito do mundo, mas de uma batalha pessoal, por isto tanto sofrimento pela falta de harmonia. Podemos enfrentar dificuldades materiais com tranquilidade, doenças com serenidade, as guerras do planeta com sábia resignação ao aceitar e entender a lição que nos cabe. Porém, não conseguiremos jamais a felicidade sem a paz que nos habita”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho uma prima que é também minha amiga, mas tenho que admitir que ela tem um pavio muito, muito curto&#8230;<br />
Seu filho único conheceu uma moça que era tão amorosa com ele, tão apaixonada que ele foi envolvido por esse sentimento e, em menos de um ano, quis casar. Ela estava fazendo um curso aqui no Rio, mas na verdade, morava  em Aracaju. Já namoravam há oito meses quando o curso terminou e ela teve que retornar a sua cidade. Fui apresentada a ela quando estava na casa de minha prima e ela foi se despedir e, pelo que parecia, o amor estava no ar.<br />
Enfim, como ficava difícil namorar à distância, ele foi com ela para conhecer a família e pedi-la em casamento. Ficou lá um mês , num hotel, ultimando os preparativos.<br />
Sua mãe também passou dez dias lá para ajudar nos preparativos e conhecer os pais dela.<br />
Quando voltou, não estava muito convencida de que deveriam se casar com tão pouco tempo de conhecimento, principalmente porque o filho, que estava sem emprego no Rio, teria que tentar arrumar, com urgência, um lá, onde não conhecia ninguém. Como seu curriculo era muito bom conseguiu  um cargo de gerente numa  firma  de materiais de construção. O salário não era lá essas coisas, mas como seu sogro cedeu uma pequena casa que alugava nos arredores da cidade, era menos uma despesa. Minha prima não estava satisfeita com o rumo que as coisas iam tomando.<br />
Casaram-se numa cerimônia simples e, como não daria para viajar em lua de mel e ela, a esposa, ainda não havia conseguido um emprego, iniciaram a rotina do dia a dia de casados.</p>
<p>Sempre que retornava de sua visita mensal, que passara a fazer,  minha prima desabafava comigo. Não estava gostando da atitude de sua nora. Ela estava insatisfeita por ainda não estar trabalhando e descontava no marido. Explodia por coisas mínimas, sem a menor importância. A vontade que ela tinha era de se intrometer porque reparava que o filho sofria mas ficava calado.<br />
Conhecendo minha prima, como eu conhecia, imaginei o esforço que estava fazendo para<br />
não interferir.</p>
<p>“Quase sempre o jogo das sombras começa com um motivo fútil, um breve comentário ou uma atitude impensada do outro em relação a nós. As sombras do egoísmo, do orgulho ou da vaidade, a depender do caso, despertam para nos alertar que o ego foi maculado e nos transforma em suposta vítima. Elas, as sombras, aumentam a grandeza da suposta agressão, acrescentam fermento à ofensa para que a raiva cresça dentro da gente até transbordar em ressentimento. A resposta acaba por ser desproporcional e desnecessária, pois visa, principalmente, ferir o sentimento do outro em igual ou maior intensidade do que a mágoa que sentimos”.</p>
<p>Sentia que ela estava prestes a estourar. Mas o destino interferiu.  Ela contou que os três estavam em casa aguardando os pais dela para almoçarem fora. A nora estava digitando um relatório para apresentar numa empresa na qual estava se candidatando a uma vaga. Como mãe e filho estavam na sala fazendo palavras cruzadas, a toda hora ela chamava o marido para ajudar em alguma dúvida. Numa das vezes, pediu a sogra que estava se dirigindo a cozinha para chamar o marido. Como ele demorou um pouco  ela surtou, agredindo verbalmente a ele e a sogra, num desabafo absolutamente surreal. E saiu de casa, dizendo que ia até a casa dos pais&#8230; que não ia almoçar com ninguém, e por aí foi. Nem lembro de tudo que ela contou.<br />
Lembro que ela teve que fazer um esforço enorme para não devolver na mesma moeda. Mas, de repente, sentiu que a nora deveria estar com algum distúrbio e que precisava se tratar.<br />
E foi o que falou com os pais quando chegaram para almoçar fora e encontraram aquele clima.</p>
<p>“O pior é teimarmos em culpar os outros ou a vida por tamanha infelicidade, sem perceber a responsabilidade e as consequências das escolhas que fazemos. Basta entender que para encerrar o sofrimento basta apenas modificar a maneira como reagimos a tudo o que nos incomoda. Eis a chave da prisão. &#8221;</p>
<p>Foi um processo demorado convencer os pais dela que ela precisava procurar um especialista.  Muitos atritos ainda aconteceram com os pais, com o filho de minha prima e com ela também, todas as vezes que ia visitá-los. Até o dia em que o marido não aguentou mais. Depois de um dos muitos surtos da mulher, comunicou que estava saindo de casa, saindo do casamento, saindo da vida dela.<br />
Ela ficou desesperada. E foi procurar um médico. Depois de vários exames, o diagnóstico final acusou que tinha um distúrbio que, por falta de hormônios ligados ao prazer e a alegria, ela surtava.<br />
O casamento acabou. O filho de minha prima ainda ficou morando dois anos lá e depois retornou para a casa da mãe.<br />
Como testemunha que fui, sei que minha prima precisou de muito auto-controle, muito jogo de cintura e de ter que engolir muitos girinos (como ela sempre diz),  modificando sua forma de reagir aos acontecimentos. Foi uma batalha pessoal.</p>
<p>“Perceba que neste caso não se trata de um conflito do mundo, mas de uma batalha pessoal, por isto tanto sofrimento pela falta de harmonia. Podemos enfrentar dificuldades materiais com tranquilidade, doenças com serenidade, as guerras do planeta com sábia resignação ao aceitar e entender a lição que nos cabe. Porém, não conseguiremos jamais a felicidade sem a paz que nos habita”.</p>
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		<title>
		Por: Wilson		</title>
		<link>https://institutoyoskhaz.com/manuscritos-ii/o-jogo-das-sombras/#comment-621</link>

		<dc:creator><![CDATA[Wilson]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jun 2016 01:36:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ótimo para refletir sobre, se o que pregamos, se concilia com nossas atitudes.]]></description>
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		<title>
		Por: Elvis		</title>
		<link>https://institutoyoskhaz.com/manuscritos-ii/o-jogo-das-sombras/#comment-620</link>

		<dc:creator><![CDATA[Elvis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jun 2016 22:41:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Como somos ainda pequenos diante da sabedoria, como nosso ego ainda é grande,procuramo com a violência acabar com o mal. Somente o amor, se colocar no lugar do outro, se distanciar por um único momento da situação e que teremos um real discernimento. Outro dia pensei , o lobo mau só é mau porque só temos a versão da chapeuzinho vermelho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como somos ainda pequenos diante da sabedoria, como nosso ego ainda é grande,procuramo com a violência acabar com o mal. Somente o amor, se colocar no lugar do outro, se distanciar por um único momento da situação e que teremos um real discernimento. Outro dia pensei , o lobo mau só é mau porque só temos a versão da chapeuzinho vermelho.</p>
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