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	Comentários sobre: Memórias contaminadas.	</title>
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		<title>
		Por: Czochra		</title>
		<link>https://institutoyoskhaz.com/manuscritos-ii/memorias-contaminadas/#comment-413</link>

		<dc:creator><![CDATA[Czochra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Sep 2016 22:43:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Boa noite, Yoskhaz.
Este texto me faz repensar nas atitudes e comportamentos  que são gerados por mim e de meus filhos. Hoje depois de muitos anos divorciada e pela grande ausencia do meu ex marido para com meus filhos, principalmente o menor.  Sinto que faltou a doçura , o elixir , a seiva, o balsamo que encontramos no relacioanamento homem e mulher , que alimenta um ao outro diariamente e nos da a energia da superar as dificuldades que encontramos no dia a dia. Vejo que minha maior preocupação era trabalhar para dar conta do sustento e da educação deles. Hoje meu caçula  muito inteligente, lindo , porém,  com uma desarmonia interna gigante...sinto por que tudo o que falo não faz milagres, porém o irrita  mais ainda.  “Apesar de todos os desencontros e farpas, nunca esqueça o mais importante: o seu pai nunca desistiu de você. Por todos esses anos, ele se esforçou, dentro dos limites da própria capacidade, para estar ao seu lado. Se você olhar, à margem das mágoas e decepções, encontrará o amor que o seu pai sempre lhe ofereceu sem nunca ter conseguido entregar”. É assim que estou me sentindo....obrigada por fazer refletir.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa noite, Yoskhaz.<br />
Este texto me faz repensar nas atitudes e comportamentos  que são gerados por mim e de meus filhos. Hoje depois de muitos anos divorciada e pela grande ausencia do meu ex marido para com meus filhos, principalmente o menor.  Sinto que faltou a doçura , o elixir , a seiva, o balsamo que encontramos no relacioanamento homem e mulher , que alimenta um ao outro diariamente e nos da a energia da superar as dificuldades que encontramos no dia a dia. Vejo que minha maior preocupação era trabalhar para dar conta do sustento e da educação deles. Hoje meu caçula  muito inteligente, lindo , porém,  com uma desarmonia interna gigante&#8230;sinto por que tudo o que falo não faz milagres, porém o irrita  mais ainda.  “Apesar de todos os desencontros e farpas, nunca esqueça o mais importante: o seu pai nunca desistiu de você. Por todos esses anos, ele se esforçou, dentro dos limites da própria capacidade, para estar ao seu lado. Se você olhar, à margem das mágoas e decepções, encontrará o amor que o seu pai sempre lhe ofereceu sem nunca ter conseguido entregar”. É assim que estou me sentindo&#8230;.obrigada por fazer refletir.</p>
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		<title>
		Por: Rafaela		</title>
		<link>https://institutoyoskhaz.com/manuscritos-ii/memorias-contaminadas/#comment-412</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rafaela]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 May 2016 02:00:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Yoskhaz. Ví nessa sua história muito do que vivi até hoje com meu pai .Quando eu tinha nove anos de idade , meus pais se separaram .Hoje aos 33 anos que tenho minha relação com meu pai é turva . Nunca consegui ter uma aproximação com ele devido a tantas coisas que vi minha mãe passar nas mãos dele. Uma criança atormentada com choros e gritos de dessespero por que ele a maltrava com surras e a colocava para dormir nos matos por que moravamos no interior , e sempre foi assim até q um dia quando meus irmãos eram todos adolescentes que ele puxou uma faca para minha mãe que desde então nós nós afastamos dele , e até hoje só tem tres dos meus irmãos que procuram e vão na casa de nosso pai e olhe que nós somos sete irmãos .Eu não tenho ódio dele mas também não vou atras e todos esses anos que já se passaram .O que ele pode fazer para nos chatiar ele fez .Esse seu texto me fez refletir até demais sobre tudo isso .Minha mãe  quando ele foi embora ficou terminando de criar os quatro filhos que ficaram de menor dentro de casa, e eu devo a minha vida aquela que sempre sofreu os maltratos  do esposo sem amor .E ele mesmo depois de separado de minha mãe ainda tinha o displante de colocar nós para correr com uma lapa de faca em punho .E a minha infância foi assim marcada por tantas tristezas ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Yoskhaz. Ví nessa sua história muito do que vivi até hoje com meu pai .Quando eu tinha nove anos de idade , meus pais se separaram .Hoje aos 33 anos que tenho minha relação com meu pai é turva . Nunca consegui ter uma aproximação com ele devido a tantas coisas que vi minha mãe passar nas mãos dele. Uma criança atormentada com choros e gritos de dessespero por que ele a maltrava com surras e a colocava para dormir nos matos por que moravamos no interior , e sempre foi assim até q um dia quando meus irmãos eram todos adolescentes que ele puxou uma faca para minha mãe que desde então nós nós afastamos dele , e até hoje só tem tres dos meus irmãos que procuram e vão na casa de nosso pai e olhe que nós somos sete irmãos .Eu não tenho ódio dele mas também não vou atras e todos esses anos que já se passaram .O que ele pode fazer para nos chatiar ele fez .Esse seu texto me fez refletir até demais sobre tudo isso .Minha mãe  quando ele foi embora ficou terminando de criar os quatro filhos que ficaram de menor dentro de casa, e eu devo a minha vida aquela que sempre sofreu os maltratos  do esposo sem amor .E ele mesmo depois de separado de minha mãe ainda tinha o displante de colocar nós para correr com uma lapa de faca em punho .E a minha infância foi assim marcada por tantas tristezas &#8230;</p>
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		<title>
		Por: Valeria Barroso		</title>
		<link>https://institutoyoskhaz.com/manuscritos-ii/memorias-contaminadas/#comment-411</link>

		<dc:creator><![CDATA[Valeria Barroso]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2016 06:16:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Esse texto foi feio para mim]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse texto foi feio para mim</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Christina Mariz de Lyra Caravello		</title>
		<link>https://institutoyoskhaz.com/manuscritos-ii/memorias-contaminadas/#comment-410</link>

		<dc:creator><![CDATA[Christina Mariz de Lyra Caravello]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2016 05:51:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Boa noite, Yoskhaz, esse seu texto me fez lembrar de uma vizinha, assim que casei. Ela era a sétima filha  e a única que ainda não havia casado. Morava com a mãe viúva, trabalhava e ajudava nas despesas.Não era propriamente bonita, mas atraente, alegre, inteligente. Recusava os pedidos de casamento porque queria estudar, fazer faculdade e viajar, mas o dinheiro não sobrava para nada.
Volta e meia ela ia  em minha casa  para bater papo, tomar um cafezinho.
Ficou algum tempo sem aparecer até que  um dia chegou com a notícia que ia se casar.
Ele era filho único  de mãe portuguesa , pai brasileiro, alcólatra, que vivia cercado de mulheres  Muitas vezes, a mãe pedia para ele ir buscar o pai para levá-lo para casa. Para estar sempre perto da mãe, não tinha praticamente nenhuma vida social. Conheceram-se no ônibus no caminho do trabalho e passaram a se encontrar todos os dias. E se encantaram um pelo outro até o dia  que ficou difícil se separarem. E resolveram casar.
Os olhos dela brilhavam ao falar nele, nas promessas de felicidade , na lua e nas estrelas que ele queria dar de presente para enfeitar a vida a dois...
Enfim, no começo tudo foi maravilhoso. Tiveram dois filhos . Mas ele sempre que ia visitar a mãe ficava muito triste por ver a vida sofrida dela. Então, começou a beber.  O dinheiro em casa também ficou curto e quando ela mudou de emprego para ganhar  um pouco mais , ele começou a ter um ciúme exagerado do chefe dela.   Um dia apareceu em minha casa e chorou muito, disse que ele havia mudado demais, que além da bebida ele ficava deprimido por não ter dinheiro para dar mais conforto em casa e queria que ela saísse daquele emprego. Não tinham nenhuma vida social. Ele não queria sair para nada. Ele já não era nem marido mais.A bebida tinha feito seu estrago. A vida dela virou um inferno.Pensou em separar, mas ele implorou para continuarem juntos. Muitas vezes ela entrou  em desespero dividida entre a pena que sentia dele e a pena que sentia dela.
Um dia, ele caiu na rua e foi internado porque havia batido com a cabeça...Com a internação, fizeram vários exames e constataram que estava com cirrose, diabético e com a pressão alta.
Ela sabia que ele havia castrado sua vida e seus sonhos mas cada vez que ele precisava ser internado e ela olhava para o estado dele em cima daquela cama alguma coisa mudou dentro dela...e tentou entender porque ele havia procurado aquele caminho sem volta...A vida dele desde criança não havia sido fácil com o pai alcólatra, magoando sua mãe, ele sem amigos (tinha vergonha do pai) sem ter um emprego decente e mesmo quando casou se sentia deprimido pela falta de dinheiro (não era o provedor da casa), e morria de ciúmes dela...
Ela estava tentando se colocar no lugar dele, olhar a vida com o olhar dele...e toda a mágoa que sentia foi se diluindo e passou a sentir comiseração...
Ela ficou com ele até o último momento... Morreu em paz...
Não sei dizer se ela perdoou, acho que apesar dela haver sublimado muitas coisas, sempre ficou aquele gosto amargo de festa...e o único consolo que restou foi que, com sua atitude, seu coração conheceu o outro lado da emoção, a Leveza...
E por isso ela pôde voltar a ter sonhos e, como me disse tempos depois, ainda não havia perdido a esperança de receber a lua e as  estrelas embrulhadas para presente...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa noite, Yoskhaz, esse seu texto me fez lembrar de uma vizinha, assim que casei. Ela era a sétima filha  e a única que ainda não havia casado. Morava com a mãe viúva, trabalhava e ajudava nas despesas.Não era propriamente bonita, mas atraente, alegre, inteligente. Recusava os pedidos de casamento porque queria estudar, fazer faculdade e viajar, mas o dinheiro não sobrava para nada.<br />
Volta e meia ela ia  em minha casa  para bater papo, tomar um cafezinho.<br />
Ficou algum tempo sem aparecer até que  um dia chegou com a notícia que ia se casar.<br />
Ele era filho único  de mãe portuguesa , pai brasileiro, alcólatra, que vivia cercado de mulheres  Muitas vezes, a mãe pedia para ele ir buscar o pai para levá-lo para casa. Para estar sempre perto da mãe, não tinha praticamente nenhuma vida social. Conheceram-se no ônibus no caminho do trabalho e passaram a se encontrar todos os dias. E se encantaram um pelo outro até o dia  que ficou difícil se separarem. E resolveram casar.<br />
Os olhos dela brilhavam ao falar nele, nas promessas de felicidade , na lua e nas estrelas que ele queria dar de presente para enfeitar a vida a dois&#8230;<br />
Enfim, no começo tudo foi maravilhoso. Tiveram dois filhos . Mas ele sempre que ia visitar a mãe ficava muito triste por ver a vida sofrida dela. Então, começou a beber.  O dinheiro em casa também ficou curto e quando ela mudou de emprego para ganhar  um pouco mais , ele começou a ter um ciúme exagerado do chefe dela.   Um dia apareceu em minha casa e chorou muito, disse que ele havia mudado demais, que além da bebida ele ficava deprimido por não ter dinheiro para dar mais conforto em casa e queria que ela saísse daquele emprego. Não tinham nenhuma vida social. Ele não queria sair para nada. Ele já não era nem marido mais.A bebida tinha feito seu estrago. A vida dela virou um inferno.Pensou em separar, mas ele implorou para continuarem juntos. Muitas vezes ela entrou  em desespero dividida entre a pena que sentia dele e a pena que sentia dela.<br />
Um dia, ele caiu na rua e foi internado porque havia batido com a cabeça&#8230;Com a internação, fizeram vários exames e constataram que estava com cirrose, diabético e com a pressão alta.<br />
Ela sabia que ele havia castrado sua vida e seus sonhos mas cada vez que ele precisava ser internado e ela olhava para o estado dele em cima daquela cama alguma coisa mudou dentro dela&#8230;e tentou entender porque ele havia procurado aquele caminho sem volta&#8230;A vida dele desde criança não havia sido fácil com o pai alcólatra, magoando sua mãe, ele sem amigos (tinha vergonha do pai) sem ter um emprego decente e mesmo quando casou se sentia deprimido pela falta de dinheiro (não era o provedor da casa), e morria de ciúmes dela&#8230;<br />
Ela estava tentando se colocar no lugar dele, olhar a vida com o olhar dele&#8230;e toda a mágoa que sentia foi se diluindo e passou a sentir comiseração&#8230;<br />
Ela ficou com ele até o último momento&#8230; Morreu em paz&#8230;<br />
Não sei dizer se ela perdoou, acho que apesar dela haver sublimado muitas coisas, sempre ficou aquele gosto amargo de festa&#8230;e o único consolo que restou foi que, com sua atitude, seu coração conheceu o outro lado da emoção, a Leveza&#8230;<br />
E por isso ela pôde voltar a ter sonhos e, como me disse tempos depois, ainda não havia perdido a esperança de receber a lua e as  estrelas embrulhadas para presente&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Christina Mariz de Lyra Caravello		</title>
		<link>https://institutoyoskhaz.com/manuscritos-ii/memorias-contaminadas/#comment-409</link>

		<dc:creator><![CDATA[Christina Mariz de Lyra Caravello]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2016 23:03:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Essa situação entre filha e pai também existe  entre marido e mulher ou entre dois seres que se atraíram por algum tipo de sentimento.
Há anos atrás, já casada, tive uma vizinha que morava com a mãe viúva e  era a última filha de um total de sete que ainda não havia casado. Não era propriamente bonita. Era atraente, inteligente e seus olhos (ou seu olhar) era a perdição de muitos rapazes. Ela relutava em casar. Queria estudar, viajar, conhecer outros mundos. Mas, como a vida financeira das duas não era fácil, esse sonho ia sendo postergado. Um dia ela me contou que iria se casar. E me apresentou o noivo . Que paixão, que amor transparecia quando estavam juntos. 
Quase todos os dias ela ia tomar um café em minha casa e me contava de sua felicidade.  Que era um excelente filho, que havia prometido a lua e as estrelas para ela, que eles seriam muito felizes.  Que o casamento deles seria diferente do da mãe,  esposa de um alcóolatra, que a traía e que a via apenas como mãe de seus filhos. 
Minha vizinha era uma mulher de muita personalidade, de opiniões modernas, já havia tido um caso anteriormente. Mas o noivo relevava qualquer coisa para se casar com ela.
Nos primeiros anos foram muito felizes, tiveram dois filhos, mas havia uma nuvem entre eles. A bebida. E o ciúme dele. Ela era o centro das atenções quando saiam para algum programa. E quando ela foi trabalhar como secretária de um Diretor de uma grande empresa ele ficou muito infeliz, por causa do ciúme, e começou a beber cada vez mais. Eles eram ainda bem jovens mas ele não queria sair para nenhum lugar, nem cinema, nem teatro, nem viagens, nada. Nem ser marido. 
Alguns médicos amigos sugeriam muito sutilmente que ela deveria ter um caso. Era muito moça . Ela pensou em se separar e chegou a dizer isso para ele.  Mas não teve coragem porque sabia que ele não era aquele que a bebida havia transformado. 
A vida passou a ser um inferno, sem lua nem estrelas. Ficou amarga, magoada, só os filhos a animavam.  Começaram as discussões, ele se transformou em outra pessoa, não tinham nenhum dia de paz. Mas um belo dia ele passou mal e teve que ser internado e ela teve que tomar uma decisão. Olhando aquele homem deitado naquela cama de hospital, sentiu uma pena enorme e tentou entender o porquê a bebida havia vencido o amor. 
Ela vinha conversar sempre comigo e desabafar. Ela tinha consciência de que ele havia castrado sua vida, seus sonhos. Mas ela tinha conhecido a essência dele, era um homem bom, carinhoso, família. Ele não soube como conviver com o passado, com a personalidade do pai (alcóolatra) com o casamento infeliz da mãe e com o fato de não ser tão bem sucedido como os irmãos. E achava que não estava a altura da mulher e estava cada vez mais ciumento. Era um homem doente, física e emocionalmente.
Sempre nas saídas do hospital parecia que tudo ia mudar para melhor, mas não.
&quot;Ainda irritada, a jovem tornou a relatar as esperas que foram em vão, os passeios que não aconteceram, os abraços que desejava e não existiram, os beijos que se desmancharam no ar.&quot; 
Mas, ela tentou olhar a vida pelos olhos dele e ao entender seus motivos, sua fraqueza,  resolveu transformar a mágoa em perdão e  o tempo que ainda lhe restava de vida num oásis de ternura, de companheirismo, de paz. Para que ela também se sentisse em paz.
Fui visitá-lo no hospital pouco antes de sua morte. Seu semblante estava calmo, quase feliz .
Minha vizinha ficou triste, mas creio que conheceu a outra face das emoções, a Leveza.
Não quis se envolver com mais ninguém. 
Não sei se concordo que alguém tenha o poder de transformar totalmente a mágoa em perdão...
Porque sempre fica um gosto amargo de festa em ver seus sonhos, seus desejos, seus anseios sumirem sem deixar rastros...
De  qualquer forma, toda tentativa é mais um passo que se dá no Caminho da iluminação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa situação entre filha e pai também existe  entre marido e mulher ou entre dois seres que se atraíram por algum tipo de sentimento.<br />
Há anos atrás, já casada, tive uma vizinha que morava com a mãe viúva e  era a última filha de um total de sete que ainda não havia casado. Não era propriamente bonita. Era atraente, inteligente e seus olhos (ou seu olhar) era a perdição de muitos rapazes. Ela relutava em casar. Queria estudar, viajar, conhecer outros mundos. Mas, como a vida financeira das duas não era fácil, esse sonho ia sendo postergado. Um dia ela me contou que iria se casar. E me apresentou o noivo . Que paixão, que amor transparecia quando estavam juntos.<br />
Quase todos os dias ela ia tomar um café em minha casa e me contava de sua felicidade.  Que era um excelente filho, que havia prometido a lua e as estrelas para ela, que eles seriam muito felizes.  Que o casamento deles seria diferente do da mãe,  esposa de um alcóolatra, que a traía e que a via apenas como mãe de seus filhos.<br />
Minha vizinha era uma mulher de muita personalidade, de opiniões modernas, já havia tido um caso anteriormente. Mas o noivo relevava qualquer coisa para se casar com ela.<br />
Nos primeiros anos foram muito felizes, tiveram dois filhos, mas havia uma nuvem entre eles. A bebida. E o ciúme dele. Ela era o centro das atenções quando saiam para algum programa. E quando ela foi trabalhar como secretária de um Diretor de uma grande empresa ele ficou muito infeliz, por causa do ciúme, e começou a beber cada vez mais. Eles eram ainda bem jovens mas ele não queria sair para nenhum lugar, nem cinema, nem teatro, nem viagens, nada. Nem ser marido.<br />
Alguns médicos amigos sugeriam muito sutilmente que ela deveria ter um caso. Era muito moça . Ela pensou em se separar e chegou a dizer isso para ele.  Mas não teve coragem porque sabia que ele não era aquele que a bebida havia transformado.<br />
A vida passou a ser um inferno, sem lua nem estrelas. Ficou amarga, magoada, só os filhos a animavam.  Começaram as discussões, ele se transformou em outra pessoa, não tinham nenhum dia de paz. Mas um belo dia ele passou mal e teve que ser internado e ela teve que tomar uma decisão. Olhando aquele homem deitado naquela cama de hospital, sentiu uma pena enorme e tentou entender o porquê a bebida havia vencido o amor.<br />
Ela vinha conversar sempre comigo e desabafar. Ela tinha consciência de que ele havia castrado sua vida, seus sonhos. Mas ela tinha conhecido a essência dele, era um homem bom, carinhoso, família. Ele não soube como conviver com o passado, com a personalidade do pai (alcóolatra) com o casamento infeliz da mãe e com o fato de não ser tão bem sucedido como os irmãos. E achava que não estava a altura da mulher e estava cada vez mais ciumento. Era um homem doente, física e emocionalmente.<br />
Sempre nas saídas do hospital parecia que tudo ia mudar para melhor, mas não.<br />
&#8220;Ainda irritada, a jovem tornou a relatar as esperas que foram em vão, os passeios que não aconteceram, os abraços que desejava e não existiram, os beijos que se desmancharam no ar.&#8221;<br />
Mas, ela tentou olhar a vida pelos olhos dele e ao entender seus motivos, sua fraqueza,  resolveu transformar a mágoa em perdão e  o tempo que ainda lhe restava de vida num oásis de ternura, de companheirismo, de paz. Para que ela também se sentisse em paz.<br />
Fui visitá-lo no hospital pouco antes de sua morte. Seu semblante estava calmo, quase feliz .<br />
Minha vizinha ficou triste, mas creio que conheceu a outra face das emoções, a Leveza.<br />
Não quis se envolver com mais ninguém.<br />
Não sei se concordo que alguém tenha o poder de transformar totalmente a mágoa em perdão&#8230;<br />
Porque sempre fica um gosto amargo de festa em ver seus sonhos, seus desejos, seus anseios sumirem sem deixar rastros&#8230;<br />
De  qualquer forma, toda tentativa é mais um passo que se dá no Caminho da iluminação.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Mercia Viana		</title>
		<link>https://institutoyoskhaz.com/manuscritos-ii/memorias-contaminadas/#comment-408</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mercia Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2016 15:40:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://yoskhaz.com/?p=478#comment-408</guid>

					<description><![CDATA[Um mundo de doçura se abriu na minha visão ao ler esse texto.Fui transportada para a minha infância, repleta desses dissabores do abandono, mas, revisitei algumas lembranças e voltei mais leve. Sabe, muitas vezes, leio os textos q vc escreve anotando na minha agenda alguns termos, frases, combinações de palavras, que de tão lindas parecem poemas. Quanta doçura deve residir na sua alma! parabéns pelo trabalho, gratidão pelos textos, impressos &quot;pelas linhas luminosas do amor&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um mundo de doçura se abriu na minha visão ao ler esse texto.Fui transportada para a minha infância, repleta desses dissabores do abandono, mas, revisitei algumas lembranças e voltei mais leve. Sabe, muitas vezes, leio os textos q vc escreve anotando na minha agenda alguns termos, frases, combinações de palavras, que de tão lindas parecem poemas. Quanta doçura deve residir na sua alma! parabéns pelo trabalho, gratidão pelos textos, impressos &#8220;pelas linhas luminosas do amor&#8221;.</p>
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